Dificuldades dos primeiros imigrantes italianos no Paraná .

Dificuldades dos primeiros imigrantes italianos no Paraná


Muitos problemas com os colonos italianos,que foram assentados na região de Morretes e Alexandra.  .A colonização da baixada litorânea do Paraná com imigrantes

italianos,na segunda metade do século XIX,não foi bem sucedida.Os colonos procedentes de regiões de clima frio não suportaram o calor tropical e excessivamente

úmido da planície aluvial onde foram localizados as diferentes colônias.Embora tentassem,não conseguiram cultivar os produtos agrícolas próprios de seu país de origem.As más condições das habitações e o excesso de doenças tornaram-nos desgostosos e revoltados com a situação calamitosa em que foram colocados.Desiludidos,solicitaram providências aos administradores da Província,pelo menos para que tivessem oportunidades de serem repatriados para a Itália.Afim de resolver essa situação,o Presidente da Província dispôs-se a criar novas colônias nos arredores de Curitiba,deslocando os colonos do litoral para o planalto,onde as condições climáticas eram mais amenas.Com esse intuito procurou minimizar os efeitos da situação dramática existente no litoral paranaense.Os imigrantes que não possuíam lotes demarcados viviam em casas sem asseio, desprovidas de qualquer preceito de higiene. Exalavam um mau cheiro insuportável. Diariamente esmolavam de casa em casa. A comida que recebiam era de péssima qualidade. A morte ceifava principalmente as crianças (Diário do Comércio, 13.3.1891)

Passados os momentos iniciais de miséria na nova pátria, os imigrantes italianos no Brasil venceram a crise de fome e de extrema pobreza. Saíram da Itália em virtude do estado de penúria em que viviam; no entanto a pobreza no Brasil parecia ter um sabor diverso!...

Na nova terra os colonos necessitavam de dinheiro, de gêneros manufaturados e de serviços diversos, O dinheiro era necessário para pagar médicos, a farmácia e mesmo o padre. Necessitavam igualmente de condições nas quais pudessem viver com um mínimo de conforto. Superaram a fome e a sub-alimentação. No Brasil, o imigrante podia dispor daquilo que era apenas privilégio da burguesia na Itália, como por exemplo alimentar-se de leite, manteiga, carne, entre muitas outras coisas.

A polenta e a%u201D menèstra%u201D (sopa) continuaram como alimentos básicos, porém não mais problemáticos. A polenta acompanhada de outros pratos não causava mais avitaminose(pelagra).

Para aqueles que trabalhavam na lavoura, a primeira refeição realizava-se antes do clarear do dia; compunha-se de café, leite, pão manteiga, polenta "brustolada" (tostada na chapa do fogão a lenha ou a forno). O almoço era levado para o agricultor no campo. O jantar repetia as  o cardápio do almoço. As sobras do dia eram aproveitadas na preparação da "menèstra", a qual era servida como prato de entrada, seguia de polenta, carnes, ovos, verduras e queijo. Outro prato apreciado era designado de "fortaia", consistindo de omelete frito com sal, pimenta, farinha de trigo e cebola ou cebolinha.

Passaram a escrever aos parentes e amigos para também emigrassem.

Começaram a "fazer a América"!...


                   Bigarella,João José

                   Fragmentos de um mosaico étnico-Subsídio à historia dos:

                   Bigarella,Sordo,Palm,Asseburg,Koehler,Hertel e Schaffer/João

                   Bigarella- Curitiba    703p.: il.....página 488

                   Bigarella,2001.Colonização itáliana,trentina e alemã

 
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